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Champions League

PSG impõe derrota ao Manchester City no Etihad e nem dois golos históricos de Haaland evitam desaire

O Paris Saint-Germain venceu o Manchester City por 4-2, no Etihad Stadium, numa noite em que Erling Haaland bisou e alcançou novos marcos históricos na Liga dos Campeões.

PSG impõe derrota ao Manchester City no Etihad e nem dois golos históricos de Haaland evitam desaire

Foto: Site Oficial PSG

Pa
Paulo Massunda

Colaborador

15 out 2026
5 min de leitura
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O Paris Saint-Germain confirmou a sua força no futebol europeu ao derrotar o Manchester City por 4-2, na quarta-feira, 14 de Outubro, em Inglaterra, na segunda jornada da fase de liga da Liga dos Campeões.

A formação francesa, orientada por Luis Enrique, construiu uma vantagem de três golos ainda na primeira parte e resistiu à reacção dos ingleses, liderada por Erling Haaland, que marcou duas vezes e voltou a inscrever o nome na história da competição.

O encontro terminou com a primeira derrota do Manchester City na temporada, num momento particularmente exigente para a equipa orientada por Enzo Maresca. O PSG, por sua vez, alcançou a segunda vitória consecutiva na competição, depois de ter goleado o Slovan Bratislava por 6-1 na jornada inaugural.

PSG surpreende com três golos na primeira parte

O Manchester City procurou assumir a iniciativa nos primeiros minutos, mas encontrou um PSG organizado, rápido nas transições e particularmente eficaz na finalização.

Aos 13 minutos, Désiré Doué inaugurou o marcador, concluindo uma jogada colectiva dos visitantes. Apenas dois minutos depois, Ousmane Dembélé ampliou a vantagem, de cabeça, após assistência do próprio Doué.

O início avassalador deixou o City em dificuldades, obrigando a equipa inglesa a procurar uma resposta perante um adversário que demonstrava superioridade na circulação da bola e na exploração dos espaços.

Aos 31 minutos, Achraf Hakimi esteve perto de marcar o terceiro golo, mas o seu cabeceamento encontrou o poste. Um minuto depois, Vitinha fez o 3-0, aproveitando uma combinação ofensiva com Warren Zaïre-Emery.

O resultado ao intervalo reflectia a eficácia dos franceses, que transformaram as oportunidades criadas numa vantagem expressiva.

Haaland relança o City, mas Akliouche trava a recuperação

Perante o resultado desfavorável, Enzo Maresca realizou três substituições ao intervalo, procurando aumentar a presença ofensiva e recuperar o controlo do encontro.

A reacção surgiu aos 53 minutos, quando Erling Haaland reduziu para 3-1, através de um cabeceamento que devolveu esperança aos adeptos ingleses.

O Manchester City aumentou a pressão e começou a criar dificuldades à defesa parisiense, mas o PSG voltou a demonstrar eficácia no momento decisivo.

Aos 62 minutos, Maghnes Akliouche marcou o quarto golo dos visitantes, com um remate de longa distância, restabelecendo a vantagem de três golos.

Apesar do novo golpe, os ingleses não desistiram. Aos 75 minutos, Haaland voltou a marcar, desta vez após um cruzamento rasteiro de Ayyoub Bouaddi, fixando o resultado em 4-2.

O avançado norueguês ainda esteve perto de completar o hat-trick, mas Matvei Safonov respondeu com uma intervenção decisiva.

Haaland alcança dois marcos históricos na Liga dos Campeões

Apesar da derrota, Erling Haaland foi uma das principais figuras do encontro.

O primeiro golo permitiu ao internacional norueguês ultrapassar Sergio Agüero como melhor marcador do Manchester City na fase principal da Liga dos Campeões, chegando aos 37 golos pelo clube nesta etapa da competição.

Com o segundo, Haaland atingiu os 60 golos na Liga dos Campeões em apenas 60 jogos, tornando-se o jogador mais rápido a alcançar essa marca.

O feito reforça a dimensão europeia do avançado, cuja eficácia continua a destacar-se mesmo em partidas nas quais o Manchester City encontra dificuldades colectivas.

No entanto, a exibição individual não foi suficiente para evitar o primeiro desaire da equipa inglesa na presente temporada.

Donnarumma defende penálti e Vitinha recebe distinção

A segunda parte ficou igualmente marcada por várias oportunidades de golo.

Enzo Fernández e Haaland acertaram nos ferros, enquanto o guarda-redes Matvei Safonov realizou intervenções importantes para impedir uma recuperação ainda mais expressiva do City.

Nos minutos finais, Gianluigi Donnarumma defendeu uma grande penalidade cobrada por Ferran Torres, evitando que o PSG ampliasse a vantagem.

Apesar dos dois golos de Haaland, foi Vitinha quem recebeu a distinção de melhor jogador em campo, atribuída pela UEFA, numa noite em que o médio português voltou a evidenciar a sua influência no funcionamento colectivo da equipa francesa.

Primeira derrota de Maresca aumenta pressão sobre o City

A derrota representa um primeiro revés significativo para Enzo Maresca, que assumiu o comando técnico do Manchester City após a saída de Pep Guardiola.

O antigo treinador esteve presente nas bancadas do Etihad Stadium, acompanhando uma partida em que a equipa inglesa revelou dificuldades defensivas durante a primeira parte.

No final, Maresca reconheceu a entrada pouco conseguida da sua equipa, mas valorizou a reacção após o intervalo, considerando que o desempenho na segunda parte justificava um resultado mais favorável.

O desaire surge igualmente num período de incerteza institucional, depois da decisão de uma comissão independente relativa às alegadas infracções financeiras do Manchester City na Premier League, processo cuja decisão o clube contesta e do qual recorreu.

PSG reforça candidatura europeia

Com duas vitórias nas duas primeiras jornadas, o PSG mantém um arranque perfeito na fase de liga e reforça a sua posição entre os principais candidatos ao título europeu.

A equipa de Luis Enrique demonstrou capacidade para dominar um adversário de elevada exigência e, sobretudo, resistir à pressão quando o Manchester City procurou recuperar da desvantagem.

O triunfo assume ainda um significado especial por representar a primeira vitória do PSG no estádio do Manchester City.

Para os ingleses, a partida deixa sinais de alerta quanto à organização defensiva, apesar da capacidade de reacção demonstrada na segunda parte.

O próximo desafio será transformar a resposta ofensiva exibida diante dos franceses numa maior consistência colectiva, particularmente nos confrontos com adversários capazes de explorar rapidamente os espaços deixados pela equipa.

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