Luanda, Angola
Ténis Internacional

Ruanda garante feito inédito no M25 de Kigali: um jogador da casa estará pela primeira vez nos oitavos-de-final

Claude Ishimwe e Etienne Niyigena enfrentam-se esta terça-feira no Rwanda Open, num duelo que garante ao país a primeira presença de um tenista ruandês na segunda ronda do M25 de Kigali.

Ruanda garante feito inédito no M25 de Kigali: um jogador da casa estará pela primeira vez nos oitavos-de-final

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Paulo Massunda

Colaborador

6 out 2026
5 min de leitura
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O ténis ruandês vai alcançar esta terça-feira, 6 de Outubro, um pequeno mas significativo marco no circuito profissional. Claude Ishimwe e Etienne Niyigena foram colocados frente a frente na primeira ronda do Rwanda Open M25, garantindo que, independentemente do vencedor, haverá pela primeira vez um jogador da casa nos oitavos-de-final da prova.

A competição integra o ITF Men's World Tennis Tour e está a decorrer no Kicukiro Ecology Tennis Club, em Kigali. A ITF confirma que esta segunda semana do M25 ruandês decorre entre 5 e 11 de Outubro, em terra batida, com 30 mil dólares de prémios.

O significado do encontro está sobretudo no historial dos dois jogadores. Segundo o The New Times, nenhum tenista ruandês conseguiu ultrapassar a primeira ronda de singulares do M25 de Kigali desde que a competição passou a integrar este nível do circuito, em 2023.

Ishimwe, de 19 anos, e Niyigena, de 31, receberam wild cards para o quadro principal. Ambos conhecem bem a dificuldade de transformar as oportunidades concedidas ao país anfitrião em progressão no circuito internacional.

Na primeira semana do Rwanda Open deste ano, Ishimwe perdeu para o norte-americano Preston Brown por 6-3 e 6-2, enquanto Niyigena foi eliminado pelo francês Corentin Denolly. Os dois também disputaram pares juntos, mas foram afastados por Denolly e Manuel Plunger por 6-2 e 6-4.

O encontro desta terça-feira muda inevitavelmente esse histórico. Um dos dois estará na segunda ronda e terá a possibilidade de transformar a qualificação garantida pelo sorteio numa campanha efectivamente relevante para o ténis ruandês.

O momento ocorre numa fase particularmente interessante para o circuito profissional em África. Na primeira semana em Kigali, o zimbabweano Benjamin Lock chegou à final de singulares, onde perdeu para o francês Calvin Hemery por 6-3 e 6-3. Nos pares, o burundês Allan Gatoto e o queniano Kael Shalin Shah também alcançaram a final.

O calendário da ITF mostra ainda que África tem nesta semana dois torneios profissionais masculinos simultaneamente: o M25 de Kigali e um M15 em Monastir, na Tunísia. Na próxima semana, o circuito chega a Luanda, com o primeiro dos dois M25 consecutivos do Kikuxi.

Para Angola, essa sequência merece atenção especial. O Kikuxi Open I começa a 12 de Outubro, com qualificação a partir de dia 11 e quadro principal no dia 13. Tal como Kigali, distribuirá 30 mil dólares e pontos para o ranking mundial.

A evolução de Ruanda mostra precisamente a importância destes torneios para países africanos que procuram aproximar os seus jogadores do circuito profissional: além de receber atletas estrangeiros, criam oportunidades para os tenistas locais competirem por pontos mundiais sem suportarem os elevados custos de deslocação para outros continentes.

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