Nigéria vê cancelado regresso do ténis profissional internacional após sete anos de ausência
A World Tennis/ITF assinala como cancelados os torneios masculinos e femininos do Lagos Open, previstos para o final de Outubro, comprometendo o regresso de uma das principais competições profissionais da Nigéria.
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A Nigéria sofreu um revés na estratégia de recuperação do ténis profissional internacional, depois de os torneios M25 e W35 do Lagos Open, inicialmente previstos para 26 a 31 de Outubro de 2026, surgirem como cancelados nos calendários oficiais da Federação Internacional de Ténis.
A situação foi confirmada numa consulta realizada este sábado, 10 de Outubro, aos calendários masculino e feminino da International Tennis Federation. As duas provas estavam programadas para distribuir, em conjunto, 60 mil dólares em prémios monetários.
O cancelamento representa um contratempo significativo para o ténis nigeriano, que preparava o regresso do Lagos Open ao circuito profissional internacional depois de aproximadamente sete anos de ausência.
A competição deveria decorrer no histórico Lagos Lawn Tennis Club, em Onikan, um dos principais centros de desenvolvimento da modalidade no país.
Em Maio, o director do torneio, Prince Wale Oladunjoye, tinha anunciado que a organização trabalhava com a Federação Nigeriana de Ténis para recuperar a competição, numa iniciativa destinada a atrair jogadores internacionais e criar novas oportunidades para os atletas locais.
Segundo o Sports247 Nigeria, na reportagem de 19 de Maio, o projecto previa competições masculinas e femininas, permitindo aos participantes disputar pontos para os rankings internacionais sem necessidade de deslocações ao estrangeiro.
Os primeiros sinais de dificuldades surgiram em Setembro.
A 11 de Setembro, os portais Sports247 Nigeria e BSN Sports noticiaram o cancelamento da segunda semana do evento, inicialmente marcada para 2 a 7 de Novembro.
Na altura, os dois órgãos de comunicação alertaram que a primeira semana também enfrentava incertezas, embora continuasse inscrita no calendário internacional.
As reportagens apontavam possíveis dificuldades de financiamento, mas reconheciam que não existia uma explicação oficial dos organizadores.
A actualização agora identificada nos calendários da World Tennis/ITF confirma que as provas masculinas e femininas previstas para a primeira semana também estão assinaladas como canceladas.
Até à presente verificação, não foi identificado um comunicado oficial que esclareça as razões do cancelamento ou anuncie novas datas para a realização dos torneios.
A decisão tem consequências para os jogadores nigerianos, sobretudo aqueles que procuram iniciar ou consolidar a carreira profissional.
Os torneios M25 e W35 permitem acumular pontos para os rankings ATP e WTA, respectivamente, constituindo etapas importantes na progressão para competições de nível superior.
A realização destas provas em território nacional reduz igualmente os custos associados a viagens internacionais, alojamento e acompanhamento técnico, factores que podem condicionar a evolução de atletas provenientes de países com menor presença no circuito profissional.
O cancelamento surge num momento em que diferentes países africanos procuram ampliar a organização de competições internacionais.
Em Angola, por exemplo, a World Tennis/ITF mantém confirmados dois torneios M25 consecutivos, o Kikuxi Open I, de 12 a 18 de Outubro, e o Kikuxi Open II, de 19 a 25 de Outubro, ambos em Luanda e com 30 mil dólares de prémios por prova.
Os eventos angolanos representam uma oportunidade de participação internacional para jogadores nacionais e estrangeiros, reforçando a importância da continuidade destas competições para o desenvolvimento do ténis africano.
Para a Nigéria, o desafio passa agora por esclarecer as dificuldades que impediram a realização do Lagos Open e encontrar condições para recuperar uma competição que, durante vários anos, contribuiu para a presença do país no circuito profissional internacional.
A ausência das provas representa não apenas a perda de oportunidades competitivas, mas também um obstáculo à estratégia de valorização comercial e desportiva do ténis nigeriano.
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Paulo Massunda