Alcaraz, Sinner, Gauff e Osaka vão enfrentar amadores por prémio de um milhão de dólares australianos
O Australian Open confirmou quatro estrelas mundiais para o regresso do 1 Point Slam, competição em que profissionais e amadores disputam encontros decididos num único ponto.
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Carlos Alcaraz, Jannik Sinner, Coco Gauff e Naomi Osaka estão confirmados na edição de 2027 do AO 1 Point Slam, uma competição especial integrada na programação de abertura do Australian Open 2027.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 8 de Outubro, pela organização do torneio australiano, que pretende ampliar a participação de jogadores amadores numa iniciativa que distribui um milhão de dólares australianos ao vencedor.
A competição decorrerá a 13 de Janeiro de 2027, na Rod Laver Arena, em Melbourne, quatro dias antes do início do quadro principal do primeiro Grand Slam da temporada.
O formato distingue-se radicalmente das competições tradicionais. Cada confronto é decidido através de um único ponto, sem sets ou jogos. O jogador que conquistar esse ponto avança para a ronda seguinte, independentemente da sua experiência ou classificação mundial.
A escolha de quem serve é determinada através do tradicional jogo de pedra, papel ou tesoura. Os profissionais dispõem de apenas uma tentativa de serviço, enquanto os amadores podem beneficiar de uma segunda oportunidade.
Segundo a Tennis Australia, a competição pretende aproximar o ténis profissional das comunidades locais, permitindo que praticantes de diferentes níveis disputem pontos contra algumas das maiores figuras da modalidade.
Para a edição de 2027, até mil clubes australianos poderão organizar competições de apuramento. Os vencedores avançarão para campeonatos estaduais e territoriais, dos quais sairão os representantes que terão oportunidade de competir em Melbourne.
A iniciativa ganhou notoriedade internacional em Janeiro deste ano, quando o australiano Jordan Smith, então com 29 anos, surpreendeu vários profissionais para conquistar o prémio principal.
Smith eliminou Jannik Sinner e Amanda Anisimova durante a campanha, antes de derrotar a taiwanesa Joanna Garland na final. A vitória transformou o treinador de ténis amador de Sydney num milionário, num dos momentos mais inesperados da programação do Australian Open de 2026.
O sucesso levou a organização a reforçar o investimento na competição.
Tom Larner, responsável pela área desportiva do Australian Open, destacou que a iniciativa oferece aos praticantes amadores a possibilidade de partilhar o protagonismo com algumas das maiores estrelas mundiais.
O responsável considera que a presença de Alcaraz, Sinner, Gauff e Osaka reforça o carácter inclusivo da competição e a capacidade de aproximar o ténis profissional dos clubes e das comunidades.
A edição de 2027 terá igualmente um novo troféu, produzido em prata australiana, que será entregue ao vencedor.
O modelo constitui uma experiência relevante para o desenvolvimento da modalidade, ao combinar espectáculo, participação comunitária e oportunidades de exposição para jogadores fora do circuito profissional.
Embora o sistema de apuramento anunciado esteja centrado nos clubes australianos, a iniciativa apresenta um exemplo de como as grandes competições podem criar actividades paralelas capazes de aproximar o público do ténis.
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Paulo Massunda