Angola defende unanimidade na reforma da OMC em meio a tensões globais
A reforma da organização deve ter como prioridade o desenvolvimento equitativo e inclusivo.
Foto: DR
Redacção
O ministro da Indústria e Comércio defendeu a unanimidade nas discussões sobre as reformas na Organização Mundial do Comércio (OMC), sublinhando que a concertação entre os Estados-membros é essencial num momento marcado por sucessivas tensões internacionais e disrupção do comércio global.
Rui Miguêns de Oliveira manifestou fez esta declaraçao durante a XIV Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio, que iniciou ontem e decorre até domingo, 29, em Yaoundé, nos Camarões, reunindo mais de 160 membros da organização.
Na sua intervenção, o governante angolano defendeu que o processo de reforma da OMC, adiado há vários anos por falta de consenso, deve avançar com base no diálogo e no respeito pelas regras negociadas entre os países.
Citado numa nota a que tivemos acesso, Rui Miguêns de Oliveira destacou ainda que, num cenário internacional cada vez mais instável, a reforma da organização deve ter como prioridade o desenvolvimento equitativo e inclusivo, sobretudo para os países em desenvolvimento. Entre os pontos defendidos por Angola estão também o reforço do Tratamento Especial Diferenciado e o aumento do apoio técnico aos Estados com economias mais vulneráveis.
Durante a conferência, Angola participa nas reuniões dos grupos com os quais tem vindo a concertar posições no seio da OMC, nomeadamente, o Grupo Africano, o Grupo ACP e o Grupo dos Países Menos Avançados.
Paralelamente, o ministro mantém encontros bilaterais com delegações de países como França, Hungria, Moçambique e Omã, que se esperam produtivos no reforço da cooperação económica e comercial.
A delegação angolana é chefiada por Rui Miguêns de Oliveira e acompanha os debates sobre temas considerados fulcrais para o futuro do comércio internacional, incluindo o comércio agrícola, o comércio de serviços e o comércio digital.
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