Artistas retratam o corpo como ‘memória da violência’ na galeria Plano B
A iniciativa procura estabelecer um espaço de diálogo entre arte, memória e política.
Nilwa António
Jornalista, fotógrafo e editor-chefe
A galeria Plano B, localizada na zona da Marginal de Luanda, vai inaugurar, no próximo dia 21 deste mês, pelas 18h00, a exposição colectiva “No Corpo, A Memória da Violência”, numa iniciativa promovida pela revista NGAPA, em colaboração com o Estúdio-V.
O projecto, que conta com a intervenção dos artistas Ely Inglês, Anita Sambanje, Cela, Débora Sandjai, Gegé M’bakudi, Isis Hembe & Killa O, Mac Verkron, Mussunda N'zombo & Paula Agostinho, Sarhai, Tiago Mena Abrantes e Tonspi, com a curadoria a cargo de Hemak-V, reúne um conjunto de obras desenvolvidas no âmbito da edição nº4 da NGAPA, assumindo um formato predominantemente visual, que propõe uma reflexão crítica sobre a violência enquanto estrutura de mediação do poder.
Mais do que um tema isolado, a violência é, na mostra, abordada como uma presença contínua e histórica, cujas marcas se inscrevem no corpo e na experiência colectiva ao longo das últimos 50 anos.
Enquanto extensão da revista, o projecto propõe a passagem do conteúdo editorial para o espaço expositivo, criando um ambiente onde as obras são observadas e experienciadas directamente pelo público.
Desta forma, a iniciativa procura estabelecer um espaço de diálogo entre arte, memória e política, convocando diferentes formas de leitura sobre os vestígios da violência na sociedade contemporânea.
Os artistas intervenientes apresentam-se no projecto com fotografia, pintura, ilustração, escultura, música e performance, entre outras disciplinas, estando assim a diversidade de linguagens artísticas a reforçar o carácter experimental da mostra, permitindo múltiplas abordagens ao tema central.
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