Ataque cibernético à UNITEL pode ter como objectivo perturbar a admissão das acções à negociação
Seis das 21 províncias continuam sem acesso aos serviços móveis da operadora.
Foto: DR
Redacção
A UNITEL admitiu não excluir a hipótese de que o ataque cibernético dirigido à sua infraestrutura tecnológica tenha tido como objectivo perturbar o processo de admissão das suas acções à negociação em bolsa, segundo um comunicado divulgado na manhã desta quinta-feira.
Na nota, emitida em cumprimento do disposto no artigo 146.º do Código dos Valores Mobiliários, a operadora esclarece que os serviços fixos de telecomunicações assegurados através da rede de fibra óptica e de feixes hertzianos não foram afectados e continuam plenamente operacionais.
A empresa acrescenta que estes serviços garantem as comunicações de diversas instituições públicas e privadas, não tendo sido afectados pelo incidente.
Relativamente aos serviços móveis, a UNITEL informou que a recuperação dos serviços de voz, dados móveis e acesso à Internet — com excepção do serviço de SMS — começou a ser efectuada de forma gradual.
Até ao momento da divulgação do comunicado, 15 das 21 províncias já tinham os serviços restabelecidos, permanecendo seis ainda sem cobertura. Segundo a empresa, a reposição dos serviços nas restantes províncias estava prevista para o decorrer do dia.
A UNITEL assegurou ainda que continuará a manter o mercado e os investidores informados sobre qualquer desenvolvimento relevante, em cumprimento das obrigações legais aplicáveis às sociedades abertas.
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