Coco Gauff questiona sistema de pontuação do ténis: “Porque é 40 e não 45?”
Gauff considera que algumas regras poderiam evoluir para tornar o desporto mais acessível ao público.
Foto: DR
Jornalista, fotógrafo e editor-chefe
A tenista norte-americana Coco Gauff voltou a levantar um debate antigo no ténis ao defender uma actualização no tradicional sistema de pontuação da modalidade, considerado por muitos confuso e difícil de explicar para novos adeptos.
Antes da final do torneio Internazionali BNL d’Italia, atleta criticou a lógica das pontuações usadas nos jogos — 15, 30 e 40 — sugerindo que o modelo deveria seguir uma contagem mais simples e progressiva.
“É 15, 30, mas depois vai para 40. Porquê?”, questionou a actual número quatro do ranking mundial, realçando que, “se fosse incremental, faria mais sentido. Deveria ser 45 e não 40.”
De acordo com o Tennis.com, Coco reconheceu que aprecia o lado tradicional do ténis, sobretudo a imprevisibilidade do jogo até ao último ponto, mas considera que algumas regras poderiam evoluir para tornar o desporto mais acessível ao público.
O comentário reacendeu uma curiosidade histórica: afinal, porque o ténis usa 15, 30 e 40? Embora existam várias teorias, especialistas afirmam que não há uma explicação totalmente confirmada. Registos antigos indicam que o número 45 chegou a ser utilizado nos séculos passados, mas acabou reduzido para 40 sem uma razão historicamente comprovada.
Segundo a escritora Elizabeth Wilson, grande parte da origem do sistema permanece envolta em especulação e romantismo, algo que, para muitos, faz parte da identidade histórica do ténis.
Enquanto o debate sobre a pontuação ganha força nas redes sociais, Gauff mantém o foco dentro de campo. A norte-americana tenta conquistar o seu primeiro título em Roma e tornar-se na primeira tenista dos Estados Unidos, além de Serena Williams, a vencer o torneio desde Monica Seles, campeã em 2000.
Na final, terá pela frente Elina Svitolina, adversária que venceu os dois confrontos entre ambas nesta temporada.
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a participar.
Sobre o autor
Nilwa António