Estudo da Development Workshop Angola reforça respostas urgentes às mudanças climáticas nas comunidades
O relatório foi apresentado hoje, em Luanda.
Foto: Cedida
Nilwa António
Jornalista, fotógrafo e editor-chefe
Os resultados do Diagnóstico Participativo de Vulnerabilidade de Riscos Ambientais, um estudo realizado entre Janeiro e Julho de 2025 pela Development Workshop Angola, reafirma a necessidade de respostas urgentes e articuladas aos impactos crescentes das mudanças climáticas nas comunidades urbanas e periurbanas de Angola.
O relatório foi apresentado hoje, dia 12, em Luanda, sendo um workshop que constituiu um espaço de reflexão e concertação entre instituições públicas, sociedade civil e comunidades locais, com vista à construção de soluções sustentáveis e inclusivas, “num cenário em que fenómenos ambientais extremos, degradação urbana e fragilidades estruturais afectam de forma desproporcional as populações mais vulneráveis”, de acordo com a nota da organização.
A actividade enquadra-se no projecto ‘Reivindicar o Direito à Cidade e Justiça Climática: fortalecer os movimentos sociais através da coprodução de conhecimento em Angola’, implementado nos municípios do Cazenga, Cacuaco e Viana, na província de Luanda.
O encontro representou uma etapa estratégica para consolidar evidências produzidas através de metodologias participativas, permitindo identificar riscos ambientais concrectos enfrentados pelas comunidades, além de fortalecer mecanismos locais de incidência e participação cidadã na formulação de respostas aos desafios climáticos e urbanos.
Neste diapasão, o workshop teve como principal objectivo assegurar que os resultados do diagnóstico reflictam fielmente as realidades das comunidades, servindo de base para a criação de políticas públicas e acções concretas orientadas para o fortalecimento do direito à cidade e da justiça climática.
No acto de abertura, o director-geral da DW-Angola, Allan Cain, destacou os princípios estruturantes do projecto, sublinhando que o “Direito à Cidade deve ser compreendido como um direito colectivo, assente na participação activa das comunidades, bem como a necessidade de uma abordagem integrada para enfrentar os desafios impostos pelas alterações climáticas nos contextos urbanos”.
Assim, os principais resultados apresentados de acordo a amostra da pesquisa apontam para fragilidades significativas no saneamento básico; gestão inadequada de resíduos sólidos; acesso irregular à água, apesar de ligações domiciliares existentes; fornecimento intermitente de energia eléctrica; desigualdades no acesso à terra; condições de sobrelotação habitacional; informalidade estrutural e insuficiência de infra-estruturas urbanas, reforça o comunicado.
A iniciativa é financiada pela MISEREOR e implementada pela DW-Angola, em parceria com a Plataforma Global pelo Direito à Cidade, Instituto Pólis (Brasil) e Kota Kita (Indonésia).
O certame reuniu administradores municipais, representantes institucionais e parceiros estratégicos, como organizações da sociedade civil, conselhos e comissões de moradores..
Na ocasião, a DW-Angola, dedicada à promoção do desenvolvimento sustentável e inclusão social, dentre outros aspectos, reforçou o seu compromisso com a “promoção de políticas e práticas orientadas para o desenvolvimento urbano sustentável e para o fortalecimento das comunidades enquanto actores centrais na resposta às mudanças climáticas”.
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