Lunda Sul vai continuar a “dignificar o legado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria”
A assistência passa pelo reforço da reabilitação física e psíquica de militares portadores de deficiência.
Nilwa António
Jornalista & Editor Chefe
O governador da província da Lunda Sul, Gildo Matias José, afirmou hoje que vai continuar a valorizar e a dignificar o legado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria (ACVP), apostando na melhoria da assistência socioeconómica e da autonomia das respectivas famílias.
Falando no âmbito das celebrações do Dia da Libertação da África Austral, hoje assinalado, o dirigente enalteceu o legado de heroísmo dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria em prol da conquista da paz e libertação dos povos da África Austral, tendo continuado que “o Executivo angolano está engajado em conformar mecanismos que possam, cada vez mais, valorizar e dignificar os Bravos Heróis da Pátria e o Governo Provincial da Lunda Sul”.
No capítulo da melhoria da assistência socioeconómica dos ACVP e de todos os assistidos em geral, Gildo Matias disse que o apoio aos militares em situação de maior fragilidade económica e social tem de ser acompanhado da criação de oportunidades de geração de rendimento, susceptíveis de assegurar a sua estabilidade.
Segundo o mesmo responsável, a assistência passa pelo reforço da reabilitação física e psíquica de militares portadores de deficiência, incremento das quotas atribuídas aos ACVP em projectos habitacionais e ajustar a pensão base, corrigindo distorções resultantes do impacto da inflação “e repondo poder de compra”.
No mesmo diapasão, o governo vai dedicar especial atenção à qualificação profissional e concessão de crédito para fomento do empreendedorismo e, consequentemente, de oportunidades de geração sustentável de rendimento, de acordo com a nota partilhada com o Noticiário.
Gildo Matias José apontou, por outro lado, exemplos de bravura como o 4 de Janeiro de 1961, que marcou a revolta dos camponeses na Baixa de Cassanje; o 15 de Janeiro de 1975, que homenageia os signatários dos acordos de Alvor; o 4 de Fevereiro, que demonstrou a determinação defesa da liberdade; o 15 de Março de 1961, que ditou a expansão da luta de libertação nacional.
Nas palavras do interlocutor, cada período assinala uma etapa decisiva que “demonstra a maturidade, inteligência e força que contribuíram para que a 23 de Março fosse possível alcançar a liberdade do Povo da África Austral, como a vizinha República da Namíbia, que até então se encontrava sob ocupação do regime racista do Apartheid”.
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