Luanda, Angola
Desporto

Noskova e Muchova levam Chéquia ao 12.º título da Billie Jean King Cup

A Chéquia derrotou a Ucrânia por 2-0, em Shenzhen, e conquistou a Billie Jean King Cup pela 12.ª vez, a primeira desde 2018.

Noskova e Muchova levam Chéquia ao 12.º título da Billie Jean King Cup

Foto: DR

Pa

Paulo Massunda

Colaborador

29 set 2026
5 min de leitura
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Linda Noskova e Karolina Muchova, adversárias há apenas dois meses na final de Wimbledon, juntaram forças neste domingo, 27 de Setembro, para devolver a Chéquia ao topo do ténis feminino por selecções. A conquista foi confirmada oficialmente pela Billie Jean King Cup e pela Reuters.

Muchova abriu a final com uma vitória convincente sobre Anhelina Kalinina por 6-2 e 6-3. A número oito mundial colocou a Chéquia a apenas um triunfo do título e transferiu a responsabilidade para Noskova. Reuters

A campeã de Wimbledon encontrou maior resistência diante de Elina Svitolina. Noskova ganhou o primeiro set por 6-3, mas precisou de um tie-break no segundo para impedir a reacção da número sete mundial. Fechou por 7-6(5) e tornou desnecessário o encontro de pares.

Noskova encerrou a campanha de 2026 na Billie Jean King Cup invicta, com cinco vitórias nesta edição e oito triunfos consecutivos na competição.

O título amplia uma das maiores dinastias do ténis feminino por selecções. A Chéquia chega agora a 12 conquistas, mantendo-se como a segunda nação mais titulada da história da competição, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam 18. É, contudo, o primeiro troféu checo desde 2018.

Há ainda um marco no banco. Barbora Strycova conquistou o título logo na primeira temporada como capitã e tornou-se apenas a quarta mulher a vencer a competição como jogadora e capitã, juntando-se a Margaret Court, Chris Evert e Billie Jean King. Strycova tinha conquistado três títulos como jogadora.

A superioridade checa em Shenzhen foi total: a equipa eliminou Grã-Bretanha, Espanha e Ucrânia sempre por 2-0. Isso significou que Katerina Siniakova, uma das maiores especialistas mundiais de pares, nem sequer precisou de entrar em court durante a fase final.

Para a Ucrânia, a derrota não apaga uma campanha histórica. O país disputou a primeira final da sua história, depois de eliminar a bicampeã Itália nas meias-finais. A selecção também competiu sem Marta Kostyuk, ausente devido a uma lesão no pulso direito.

O desfecho produz ainda uma imagem simbólica da temporada: Noskova derrotou Muchova na primeira final de Wimbledon inteiramente checa e, dois meses depois, as duas tornaram-se responsáveis pelos pontos que devolveram à Chéquia o título mundial por selecções.

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