Queda de Tsitsipas encerra sequência de 149 anos do backhand a uma mão nos Grand Slams
A eliminação do grego frente a Ben Shelton no US Open 2026 marcou o fim de uma das mais longas sequências da história do ténis.
Foto: US Open/USTA.
Paulo Massunda
Colaborador
A derrota de Stefanos Tsitsipas diante de Ben Shelton, por 6-2, 6-3 e 6-4, nos oitavos-de-final do US Open 2026, produziu um marco histórico que vai muito além do resultado: pela primeira vez desde 1877, nenhum jogador com backhand a uma mão alcançará uma meia-final de Grand Slam numa temporada.
A sequência durava 149 anos. Desde a primeira edição de Wimbledon, em 1877, pelo menos um tenista com este golpe tinha chegado às meias-finais de um Major em cada temporada. Em 2026, isso já não aconteceu no Australian Open, Roland Garros ou Wimbledon, e Tsitsipas era a última esperança no US Open.
O próprio US Open já destacava, antes do encontro, a importância de Tsitsipas como um dos últimos grandes representantes do backhand a uma mão no circuito masculino. O grego vinha também a defender publicamente a preservação deste estilo, numa altura em que o golpe tem perdido espaço para o backhand a duas mãos no ténis moderno.
Shelton, por sua vez, acabou por eliminar dois dos últimos nomes relevantes com backhand a uma mão no torneio: primeiro Denis Shapovalov, na terceira ronda, e depois Tsitsipas. A vitória colocou o norte-americano nos quartos-de-final, onde vai enfrentar Carlos Alcaraz.
O fim da sequência simboliza uma mudança profunda no ténis masculino. Federer, Sampras, Wawrinka, McEnroe, Edberg e Kuerten foram alguns dos grandes campeões que ajudaram a manter o backhand a uma mão no topo ao longo de diferentes gerações. Em 2026, pela primeira vez, o golpe fica sem representação nas meias-finais de um Grand Slam durante toda a temporada.
Comentários (0)
Junte-se à conversa
Para partilhar a sua opinião de forma segura, precisa de ter uma conta.
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a participar.
