TIS alerta para aumento de vulnerabilidades em dispositivos IoT nas empresas
O alerta surge num contexto de crescente digitalização das actividades empresariais.
Siandja De Oliveira
Jornalista estagiária
A TIS alertou para o aumento dos riscos de segurança associados ao uso da Internet das Coisas (IoT) nas empresas, após identificar múltiplas vulnerabilidades em dispositivos utilizados em diferentes sectores de actividade.
O alerta consta de uma nota de imprensa divulgada pela empresa, na qual destaca que a crescente adopção de equipamentos conectados, como câmaras de vigilância, sensores industriais, sistemas de energia e dispositivos de automação, tem ampliado a exposição das organizações a ataques cibernéticos, sobretudo quando estes operam com software desactualizado ou configurações inadequadas.
Entre os principais problemas identificados estão a utilização de palavras-passe padrão, ausência de actualizações de segurança, portas de rede expostas e acessos remotos não supervisionados, factores que podem facilitar invasões e comprometer sistemas críticos.
No documento a que o Noticiário teve acesso, a directora executiva da TIS, Sandra Camelo, afirmou que, apesar dos ganhos operacionais proporcionados pela IoT, a adopção destas tecnologias sem medidas adequadas de protecção aumenta significativamente a superfície de risco nas organizações.
“A IoT trouxe ganhos operacionais evidentes, mas também ampliou a superfície de risco. Qualquer dispositivo mal configurado cria uma porta de entrada para ataques que afectam operações, dados e reputação”, afirmou.
A responsável defendeu ainda a necessidade de se garantir que os dispositivos estejam actualizados e sejam instalados por técnicos qualificados, com implementação de mecanismos de segurança desde a fase inicial.
A TIS recomenda, igualmente, a adopção de políticas de governação digital e monitorização contínua dos dispositivos conectados, como forma de reforçar a resiliência das empresas, proteger dados sensíveis e assegurar a continuidade das operações.
O alerta surge num contexto de crescente digitalização das actividades empresariais, em que a Internet das Coisas assume um papel central na optimização de processos, mas também representa um desafio significativo em termos de cibersegurança.
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