“A industrialização não é um processo que se constrói de um dia para o outro”, defende Rui Miguêns
Ministro declara que a indústria transformadora tem exercido maior preponderância para o crescimento da economia não petrolífera.
Foto: DR
Nilwa António
Jornalista & Editor Chefe
O ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, defendeu recentemente em Luanda que “a industrialização não é um processo que se constrói de um dia para o outro, tratando-se de uma transformação estrutural profunda, que exige visão estratégica, investimento, estabilidade macroeconómica e perseverança”.
Discursando na abertura do VI Fórum Indústria, promovido anualmente pelo Jornal Expansão, que debateu a ‘Competitividade e crescimento da indústria em Angola’, o governante acrescentou que “os progressos que hoje observamos na indústria transformadora demonstram que Angola está a dar passos firmes nesse caminho”.
Na visão de Rui Miguêns, se houver investimento contínuo na produção nacional, reforço do ambiente de negócios e maior parceria entre o sector público e o sector privado, há convicções de que Angola poderá construir uma base industrial cada vez mais sólida e competitiva, “capaz de contribuir de forma decisiva para o crescimento sustentável do País”.
Para o titular da pasta da Indústria e Comércio, a indústria transformadora tem assumido um papel cada vez mais relevante para o crescimento da economia não petrolífera, tendo crescido 13,82% e 16,46% no terceiro e quarto trimestre de 2025. Além disso, a evolução homóloga do sector atingiu cerca de 96,57%, demonstrando “a forte recuperação da actividade produtiva e o aumento da capacidade industrial do País”.
O crescimento das indústrias alimentares traduz-se directamente numa maior capacidade do País para transformar a produção agrícola nacional, reduzir a dependência das importações e reforçar a segurança alimentar.
O Índice de Produção Industrial registou uma variação mensal de 5,25% em Dezembro de 2025, sendo a indústria transformadora o segmento com maior crescimento, registando uma expansão de 10,91%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os números mostram que o subsector da indústria transformadora registou uma expansão homóloga superior a 132%, com as indústrias alimentares a crescerem isoladamente mais de 135%, evidenciando um dinamismo muito significativo na transformação de produtos agrícolas e no abastecimento do mercado interno, reparou o ministro.
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