Luanda, Angola
Economia

Angola: Produção de carne avícola aumenta 128% entre 2019 e 2025

A afirmação foi feita durante uma conferência realizada pelo Fundo Soberano de Angola, em parceria com a Internacional Finance Corporation (IFC).

Angola: Produção de carne avícola aumenta 128% entre 2019 e 2025

Foto: DR

Pa

Paulo Massunda

Jornalista e CEO

6 mar 2026
5 min de leitura
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O nível de produção de carne de aves em Angola passou de 28.185 toneladas para cerca de 64.394 toneladas, entre 2019 e 2025, representando um aumento de 128%.

A declaração foi feita pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Minguês, durante a conferência sobre Desenvolvimento do Sector Avícola, subordinada ao tema “Produção de Frango em Angola”, numa iniciativa do Fundo Soberano de Angola, em coorganização com a International Finance Corporation (IFC) e apoiada pelo Governo de Angola, através do Ministério da Agricultura e Florestas.

Na ocasião, o ministro acrescentou que Angola importou, em 2025, cerca de 227.855 toneladas de frango e suas partes, o que representou um custo superior a 310 milhões de dólares, conforme dados da Administração Geral Tributária (AGT). No entanto, este número ainda assim é inferior aos 381 milhões de dólares registados em 2022, representando uma redução de cerca de 18,64%.

Cada dólar gasto no exterior poderia ser investido na produção nacional, como na indústria, logística e comércio, gerando emprego e riqueza no país.

Rui Minguês referiu também a necessidade de Angola acelerar o crescimento do sector para atingir as metas definidas no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027 e para que a avicultura integre um dos pilares da diversificação da economia.

Entretanto, ainda no período entre 2019 e 2025, a produção de ração animal, fundamentalmente para o desenvolvimento da avicultura, aumentou de 2,8 milhões pra cerca de 3,5 milhões de toneladas, referiu o responsável, citado pelo Jornal de Angola.

No encontro, estiveram reunidos produtores, investidores, académicos e representantes de instituições públicas e privadas, para discutir estratégias que impulsionem a produção nacional e reforcem a segurança alimentar no país.

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