Angola regista 13 novos casos de mpox e mantém 110 doentes activos
As autoridades sanitárias confirmaram 13 novas infecções por mpox nas últimas 24 horas, sem registo de mortes.
Foto: DR
Redacção
Angola registou 13 novos casos de mpox nas últimas 24 horas, elevando para 110 o número de casos activos no país, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde (MINSA).
As novas infecções foram detectadas no Moxico Leste, com sete casos, em Luanda, com quatro, e em Cabinda, com dois. No mesmo período, oito pessoas receberam alta médica: seis no Moxico Leste, uma em Luanda e outra no Moxico.
O balanço não indica novos óbitos associados à doença. O Ministério da Saúde informou que mantém reforçadas as medidas de vigilância epidemiológica, prevenção, diagnóstico e acompanhamento dos casos, em articulação com as estruturas provinciais.
Os dados mostram a continuidade da transmissão em diferentes regiões, embora o número de casos activos esteja abaixo dos 116 comunicados pelo Governo em 10 de Setembro. A redução não significa o fim do surto, uma vez que o total varia de acordo com os novos diagnósticos, as altas médicas e eventuais mortes.
No balanço oficial apresentado em 10 de Setembro, Angola contabilizava 442 casos confirmados desde a detecção da primeira infecção, em Novembro de 2024, e duas mortes. Na altura, o surto abrangia 11 das 21 províncias, com maior incidência em Cabinda e no Moxico Leste.
O Executivo informou igualmente que mobilizou 50 mil doses de vacina contra a mpox, administradas de forma estratégica e prioritária devido à disponibilidade limitada do imunizante.
A doença pode manifestar-se através de febre, dores de cabeça e musculares, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele ou nas mucosas. A transmissão ocorre principalmente pelo contacto físico próximo com pessoas infectadas, secreções, lesões ou materiais contaminados.
O MINSA recomenda evitar o contacto com pessoas que apresentem sintomas ou lesões suspeitas, não partilhar roupas, toalhas e outros objectos pessoais, lavar frequentemente as mãos e procurar uma unidade sanitária quando surgirem sinais compatíveis com a doença.
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