Luanda, Angola
Internacional

Ataque a comunidade universitária na Nigéria faz 13 mortos

Trata-se de um conflito etno-religioso entre pastores muçulmanos e agricultores cristãos.

Ataque a comunidade universitária na Nigéria faz 13 mortos

Foto: DR

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Paulo Massunda

Jornalista e CEO

30 mar 2026
5 min de leitura
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Homens armados atacaram uma comunidade universitária no estado central de Plateau, na Nigéria, na noite de domingo, matando pelo menos 13 pessoas.

Este é o mais recente episódio de violência numa região há muito assolada por conflitos mortais entre agricultores e pastores.

Segundo a Reuters, a violência no centro da Nigéria, também conhecido como Middle Belt, é frequentemente retratada como etno-religiosa, envolvendo pastores fulani muçulmanos e agricultores cristãos.

No entanto, muitos especialistas e políticos afirmam que as mudanças climáticas e a expansão da agricultura estão a intensificar a competição por terras, contribuindo para os conflitos, independentemente da fé ou etnia.

Moradores disseram que os atiradores chegaram à comunidade de Gari Ya Waye, no distrito de Angwan Rukuba, e dispararam indiscriminadamente contra as pessoas.

O governo do estado de Plateau afirmou que os atiradores eram desconhecidos e impôs um toque de recolher de 48 horas no distrito. A Universidade de Jos suspendeu os exames que deveriam começar nesta segunda-feira, dia 30.

“As pessoas estavam aqui à noite e, infelizmente, terroristas vieram e atacaram o nosso povo. Contámos dezenas de mortos, e muitos outros estão no hospital a receber tratamento”, disse Paul Mancha, residente e presidente do conselho juvenil de Plateau, citado pela Reuters.

O presidente dos EUA, Donald Trump, em Novembro passado, reclassificou a Nigéria como “um país de preocupação particular”, alegando que cristãos estavam a ser alvo de violência e que as autoridades não os estavam a proteger, algo que o governo nigeriano nega, concluiu a Reuters.

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