Luanda, Angola
Internacional

Ataque com mísseis atinge maior centro de gás do Qatar e agrava tensão no Médio Oriente

Os ataques causaram danos extensivos em várias instalações.

Ataque com mísseis atinge maior centro de gás do Qatar e agrava tensão no Médio Oriente
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Paulo Massunda

Jornalista e CEO

19 mar 2026
5 min de leitura
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Um ataque com mísseis contra infra-estruturas energéticas no Qatar provocou danos significativos numa das maiores bases de gás natural do mundo, aumentando o risco de impacto nos mercados globais e elevando a tensão militar na região do Golfo.

A empresa estatal QatarEnergy confirmou que ataques com mísseis atingiram a cidade industrial de Ras Laffan, considerada o principal centro de produção e exportação de gás natural liquefeito (GNL) do país, avançou a Reuters.

Segundo a companhia, os ataques causaram danos extensivos em várias instalações, incluindo unidades de processamento de gás e uma fábrica de conversão de gás em combustíveis líquidos, uma das mais importantes da região.

O ataque ocorre num contexto de escalada militar no Médio Oriente, depois de o Irão ter lançado ofensivas contra vários países da região, em resposta a bombardeamentos anteriores contra as suas próprias instalações energéticas.

Além do Qatar, infra-estruturas petrolíferas e de gás na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait também foram atingidas e/ou afectadas por acções semelhantes, com interrupções operacionais registadas em alguns casos.

A cidade de Ras Laffan é estratégica para o mercado global, uma vez que o Qatar é um dos maiores exportadores de gás natural do mundo.

Especialistas alertam que danos nesta infra-estrutura podem reduzir a oferta global e pressionar os preços internacionais, com impacto indirecto em várias economias, incluindo países africanos importadores de energia.

Entretanto, o governo do Qatar condenou o ataque, classificando-o como uma ameaça directa à sua segurança nacional, e anunciou medidas diplomáticas contra o Irão.

A situação permanece volátil, com receios de novas ações militares que possam agravar ainda mais a instabilidade energética mundial.

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