Luanda, Angola
Arte e Cultura

Defendidos espaços de diálogo para valorização da arte angolana

Os intervenientes defenderam mais iniciativas que aproximem o público da produção artística.

Defendidos espaços de diálogo para valorização da arte angolana

Foto: Cedida

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Nilwa António

Jornalista & Editor Chefe

18 mar 2026
5 min de leitura
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A promoção de espaços de diálogo e reflexão sobre a arte angolana esteve no centro de uma conversa que reuniu, em Luanda, artistas, escritores e agentes culturais em torno do percurso de António Ole.

O encontro, organizado pela Galeria Plano B – Ocirema, partiu de um ensaio do jornalista Filipe Correia de Sá sobre três obras do artista, servindo de base para uma análise da obra do artista e sua relevância na ‘grelha’ da arte contemporânea angolana.

Durante o encontro, os intervenientes defenderam a necessidade de se criarem mais iniciativas que aproximem o público da produção artística, contribuindo para a valorização da cultura angolana e para a preservação da memória colectiva.

Para o proprietário da galeria, Aladino Jasse, “este tipo de projectos permite ampliar o acesso à arte e estimular a partilha de conhecimento“.

Ainda, os participantes destacaram o papel de António Ole como uma referência incontornável das artes visuais em Angola, sublinhando a consistência e a capacidade de reinvenção do seu trabalho ao longo de décadas.

O artista plástico Mário Tendinha, por exemplo, evocou o percurso criativo do homólogo, recordando episódios marcantes da sua trajectória e destacando a consistência do seu trabalho ao longo de várias décadas.

Por sua vez, o autor e dramaturgo Mena Abrantes recordou momentos de convivência e colaboração com o artista, sublinhando a relevância do seu contributo para o desenvolvimento das artes visuais em Angola.

“Conheci António Ole ainda nos anos 70 e tive a oportunidade de acompanhar de perto várias etapas do seu percurso artístico. Ao longo dos anos, a sua obra tem demonstrado uma grande capacidade de reinvenção, mantendo sempre uma forte dimensão crítica e cultural”, destacou.

Segundo a nota enviada ao Noticiário, a iniciativa reforçou a ideia de que o diálogo entre criadores, público e instituições é fundamental para o fortalecimento do sector cultural e para a afirmação da arte angolana no contexto internacional.

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Categoria:Arte e Cultura

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