Diamantino Azevedo: “Os mercados de carbono são um novo eixo estruturante das políticas energéticas de Angola”
Para o ministro, Angola encontrará a sua base de participação sólida e credível nos mercados de carbono na convergência de três sectores.
Foto: DR
Nilwa António
Jornalista, fotógrafo e editor-chefe
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás afirmou, hoje, em Luanda, que “os mercados de carbono são um novo eixo estruturante das políticas energéticas, ambientais e económicas de Angola”, com impacto directo no desenvolvimento e atracção de investimento.
Diamantino Azevedo fala na abertura da Masterclass Executiva sobre Mercados de Carbono, promovida pela ANPG, nas instalações do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), com aula magna da consultora internacional Mayer Brown.
Durante o discurso, o governante defendeu que o País encontrará a sua base de participação sólida e credível nos mercados de carbono na convergência de três sectores, nomeadamente, Petróleos, como motor da economia; Ambiente, como garante da integridade climática; e Agricultura e Florestas, detentoras do maior activo estratégico que é o vasto capital de recursos naturais.
Citado no site oficial do ministério que dirige, Diamantino Azevedo realçou que, pela maturidade e capacidade técnica, o sector petrolífero angolano “está bem posicionado para reduzir emissões, financiar projectos de carbono e energias renováveis, e integrar soluções de descarbonização em toda a cadeia operacional”.
Os mercados de carbono representam “uma oportunidade concreta de transformar recursos naturais em valor, financiamento e competitividade”, segundo o ministro, “desde que acompanhados por um quadro institucional claro e uma governação transparente”.
Já o PCA da ANPG destacou que a transformação energética global redefine as bases da competitividade das economias e dos sectores energéticos. Paulino Jerónimo referiu ainda a parceria entre ANPG, Chevron New Energies e INGA para projectos de baixo carbono. “Para Angola, é um desafio e uma oportunidade inequívoca: posicionar-se como actor activo e credível nos mercados de carbono”, afirmou.
A Masterclass teve como objectivo reforçar o conhecimento técnico e alinhar os projectos energéticos nacionais com uma abordagem que integre o carbono como factor estratégico, em cumprimento das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) assumidas por Angola no Acordo de Paris.
O evento contou com a presença do Governador da Província do Moxico, Ernesto Muangala, do Secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, e de representantes de empresas do sector de recursos minerais, petróleo e gás.
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