Endrick sai do banco, marca e inspira reviravolta épica do Real Madrid diante da Roma
O Real Madrid recuperou de uma desvantagem de 3-1 e venceu a Roma por 4-3, com Endrick a marcar o golo do empate e a ser eleito o melhor jogador do encontro.
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O Real Madrid protagonizou uma das reviravoltas mais emocionantes da segunda jornada da Liga dos Campeões, ao derrotar a AS Roma por 4-3, na quarta-feira, 14 de Outubro, no Estádio Olímpico, em Itália.
A formação espanhola, orientada por José Mourinho, chegou aos últimos minutos em desvantagem por 3-1, mas três golos em sete minutos transformaram uma derrota praticamente anunciada numa vitória memorável.
O grande protagonista foi Endrick, avançado brasileiro que começou no banco de suplentes, entrou aos 59 minutos e participou directamente em dois dos três golos da recuperação madrilena.
Roma aproveita fragilidades do Real Madrid
A equipa italiana entrou determinada a assumir o controlo da partida e inaugurou o marcador aos 20 minutos, através de Marten de Roon.
A reacção do Real Madrid surgiu cinco minutos depois, quando Kylian Mbappé restabeleceu a igualdade, no encontro que assinalou a sua 100.ª participação na Liga dos Campeões.
O intervalo chegou com o marcador empatado, mas a Roma regressou dos balneários com maior eficácia ofensiva.
Donyell Malen colocou novamente os italianos em vantagem aos 51 minutos e, seis minutos depois, voltou a marcar, aumentando a diferença para 3-1.
Com dois golos de desvantagem e pouco mais de meia hora por disputar, o Real Madrid enfrentava um cenário particularmente complicado.
Mourinho lança Endrick e altera o rumo do encontro
Aos 59 minutos, Mourinho decidiu substituir Vinícius Júnior por Endrick, procurando acrescentar velocidade, profundidade e capacidade de finalização ao ataque.
A entrada do jovem brasileiro tornou a equipa espanhola mais perigosa, sobretudo nas aproximações à área adversária.
O Real Madrid intensificou a pressão e chegou a ver um golo de Mbappé anulado por fora-de-jogo. A insistência acabaria por produzir resultados na fase final do encontro.
Aos 83 minutos, Arda Güler cobrou um pontapé de canto, Endrick cabeceou e o guarda-redes Pierluigi Gollini não conseguiu segurar a bola. Carlos Espí aproveitou a recarga para reduzir a desvantagem para 3-2.
Quatro minutos depois, Endrick voltou a aparecer no momento decisivo. Na sequência de outro canto cobrado por Güler, o brasileiro elevou-se na área e cabeceou para o fundo da baliza, estabelecendo o empate a três golos.
A recuperação ficou completa aos 89 minutos, quando Antonio Rüdiger aproveitou mais uma bola parada executada por Güler para marcar o quarto golo madrileno, com uma finalização acrobática.
Em apenas sete minutos, o Real Madrid transformou uma desvantagem de dois golos numa vitória por 4-3.
Endrick eleito melhor jogador da partida
A influência do avançado brasileiro foi reconhecida pela UEFA, que o distinguiu como melhor jogador do encontro.
Endrick não se limitou a marcar o golo do empate. A sua presença na área foi determinante para o segundo golo madrileno, enquanto a mobilidade e a agressividade ofensiva contribuíram para aumentar a pressão sobre a defesa italiana.
A distinção ganha particular significado num momento em que a utilização do jogador e o seu espaço na equipa têm sido temas de discussão.
Depois da partida, Endrick sublinhou a satisfação por ter ajudado a equipa e reafirmou a importância de continuar a trabalhar para conquistar oportunidades.
O prémio individual foi confirmado pela UEFA, enquanto o Real Madrid destacou a importância das intervenções do brasileiro.
Arda Güler também foi decisivo
Embora Endrick tenha recebido o prémio de melhor jogador, a recuperação do Real Madrid teve outro protagonista fundamental: Arda Güler.
O médio turco esteve na origem dos três golos marcados na recta final, através de pontapés de canto que expuseram as dificuldades defensivas da Roma.
O primeiro resultou na recarga aproveitada por Carlos Espí, o segundo terminou no cabeceamento certeiro de Endrick e o terceiro permitiu a Rüdiger consumar a reviravolta.
A eficácia nas bolas paradas revelou-se determinante numa partida em que o Real Madrid encontrou dificuldades para superar a organização defensiva adversária durante largos períodos.
Para a Roma, a incapacidade de proteger uma vantagem de dois golos nos minutos finais tornou-se o principal problema de uma noite que parecia encaminhada para uma vitória histórica.
Vitória reforça arranque perfeito do Real Madrid
Com o triunfo em Roma, o Real Madrid alcançou a segunda vitória em dois encontros na fase de liga da Liga dos Campeões, passando a somar seis pontos.
A equipa espanhola reforça assim a confiança na competição europeia, demonstrando capacidade de reacção mesmo perante cenários adversos.
Para a Roma, a derrota representa uma oportunidade desperdiçada. A formação italiana chegou aos últimos dez minutos com uma vantagem confortável, mas acabou penalizada por sucessivas falhas na defesa das bolas paradas.
Mais do que os três pontos, a partida poderá representar um momento importante para Endrick. O brasileiro respondeu à oportunidade concedida por Mourinho com uma exibição decisiva, reforçando os argumentos para conquistar maior protagonismo no ataque madrileno.
A noite de Roma voltou, assim, a evidenciar uma das características mais associadas à história europeia do Real Madrid: a capacidade de transformar jogos aparentemente perdidos em vitórias improváveis.
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Sobre o autor
Paulo Massunda