Luanda, Angola
Tecnologia

Robôs assumem atendimento ao público em parque na China

Alguns dos robôs também executam tarefas de patrulhamento e apoio à organização do espaço.

Robôs assumem atendimento ao público em parque na China

Foto: DR

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Siandja De Oliveira

Jornalista estagiária

26 mar 2026
5 min de leitura
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Uma estação de voluntariado totalmente operada por robôs começou a funcionar num parque público em Shenzhen, cidade na China, numa iniciativa que reflecte o avanço da inteligência artificial nos serviços urbanos e a crescente presença de máquinas em espaços públicos da localidade.

O objectivo passa por transformar tecnologias que antes estavam restritas a fábricas e centros de investigação em ferramentas do quotidiano, tendência que começa a ganhar espaço em várias cidades do mundo.

No local, os equipamentos desempenham funções normalmente atribuídas a voluntários humanos, como orientação de visitantes, fornecimento de informações e distribuição de itens.

Segundo uma reportagem da Euronews, alguns dos robôs também executam tarefas de patrulhamento e apoio à organização do espaço, interagindo em tempo real com o público e recolhendo dados para aperfeiçoar o seu desempenho.

Embora projectos deste tipo já tenham surgido em eventos tecnológicos, o que distingue esta experiência é o facto de estar integrada num parque urbano aberto ao público. Espaços como o Lianhuashan Park ou o East Lake Park, em Shenzhen, têm sido usados com frequência como ambientes de teste para soluções tecnológicas ligadas à mobilidade inteligente, turismo e serviços urbanos.

A iniciativa não surge isoladamente. Dados ligados ao sector tecnológico chinês divulgados recentemente indicam que aquela cidade tem vindo a acelerar a aplicação prática da robótica fora do ambiente industrial, com projectos que incluem robôs de entrega que utilizam o metro para transportar mercadorias e sistemas automatizados aplicados ao turismo, segurança e logística urbana.

Mais do que uma simples demonstração tecnológica, a estação operada por robôs funciona como um laboratório real para testar a convivência entre pessoas e sistemas automatizados em ambientes imprevisíveis.

A experiência insere-se numa estratégia mais ampla da cidade chinesa, considerada um dos principais polos mundiais de inovação tecnológica, para expandir o uso de inteligência artificial em serviços públicos.

 

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