Luanda, Angola
Fórmula 1

FIA activa protocolo de calor extremo em Singapura e admite restrições devido à poluição do ar

A FIA activou medidas especiais de protecção dos pilotos para o Grande Prémio de Singapura, enquanto a poluição atmosférica provocada por incêndios na Indonésia ameaça condicionar algumas actividades do evento.

FIA activa protocolo de calor extremo em Singapura e admite restrições devido à poluição do ar

Foto: DR

Pa
Paulo Massunda

Colaborador

9 out 2026
5 min de leitura
Partilhar:
Facebook
X (Twitter)
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
E-mail

A Federação Internacional do Automóvel confirmou, nesta quinta-feira, 8 de Outubro, a activação do protocolo de risco térmico para a corrida Sprint de sábado e o Grande Prémio de domingo, no circuito urbano de Marina Bay.

A decisão foi comunicada às equipas pelo director de corrida, Rui Marques, através do documento oficial n.º 4, depois de o serviço meteorológico prever um índice de calor superior a 31 graus Celsius durante as competições.

A medida obriga as equipas a preparar sistemas específicos de refrigeração dos pilotos, numa altura em que Singapura enfrenta também problemas de qualidade do ar devido ao fumo proveniente de incêndios florestais na região.

Sistemas de refrigeração serão obrigatórios nos monolugares

O protocolo, previsto no artigo B1.5.10 do regulamento da Fórmula 1, determina a instalação de componentes destinados a reduzir o risco de sobreaquecimento dos pilotos.

O equipamento utiliza um circuito de líquido refrigerado que circula através de tubos incorporados num colete especial, colocado por baixo do fato de competição.

Embora as equipas sejam obrigadas a instalar os componentes regulamentares, os pilotos podem optar por não utilizar o colete. Nesse caso, devem transportar um peso compensatório de 0,5 quilogramas, evitando qualquer vantagem competitiva decorrente da decisão.

A activação do protocolo representa a quarta ocorrência deste tipo na temporada de 2026, depois dos Grandes Prémios da Áustria, Itália e Bahrain, este último realizado na Malásia.

Singapura recebeu a primeira declaração de risco térmico da Fórmula 1 em 2025, tornando-se agora palco da aplicação da medida pelo segundo ano consecutivo.

Verstappen rejeita colete; Antonelli revela episódio de insolação

A utilização dos equipamentos continua a dividir os pilotos.

Max Verstappen manifestou-se contra o sistema, argumentando que os tubos instalados no habitáculo limitam os movimentos e que o equipamento não mantém a eficácia durante toda a corrida.

O líder do Mundial, Kimi Antonelli, revelou uma experiência particularmente negativa com a tecnologia.

O italiano explicou que, durante uma sessão em Austin, nos Estados Unidos, uma avaria na bomba do sistema fez circular água a aproximadamente 50 graus Celsius, provocando-lhe um episódio de insolação.

Desde então, Antonelli prefere apostar na preparação física para suportar as temperaturas elevadas.

Em sentido contrário, George Russell defendeu a utilização dos coletes, considerando que a protecção térmica pode representar uma diferença importante para a segurança e o desempenho.

Russell recordou as dificuldades enfrentadas por vários pilotos no Grande Prémio do Qatar de 2023 e defendeu que as equipas e a FIA devem continuar a desenvolver a tecnologia.

As declarações foram recolhidas pela Reuters, numa reportagem publicada nesta quinta-feira.

Poluição atmosférica coloca organização em alerta

Além das temperaturas elevadas, Singapura enfrenta um problema ambiental que poderá afectar algumas actividades associadas ao Grande Prémio.

O fumo proveniente de incêndios florestais na Indonésia tem provocado uma deterioração significativa da qualidade do ar.

Nesta quinta-feira, os indicadores de poluição atingiram níveis considerados prejudiciais à saúde em diferentes regiões da cidade.

Segundo a Reuters, a FIA e as autoridades locais estão a acompanhar a evolução das condições atmosféricas e admitem restrições a determinadas actividades de entretenimento ao ar livre, caso a situação se agrave.

Contudo, a Federação esclareceu que, com base nas previsões disponíveis, não existe indicação de que a poluição obrigue a interromper ou cancelar as actividades em pista.

As autoridades de Singapura prepararam medidas de contingência que incluem assistência médica e disponibilização de máscaras N95 aos espectadores, caso sejam necessárias.

A organização também poderá adaptar determinadas actividades exteriores, dependendo dos níveis de poluição registados.

A previsão de chuva durante o fim-de-semana poderá contribuir para melhorar temporariamente a qualidade do ar, embora a evolução dependa igualmente da direcção dos ventos.

Singapura recebe Sprint pela primeira vez

O Grande Prémio de Singapura realiza-se entre 9 e 11 de Outubro e apresenta, pela primeira vez, o formato Sprint.

A combinação entre calor, humidade elevada e pouco tempo de preparação poderá representar um desafio adicional para pilotos e equipas.

A activação do protocolo térmico e o acompanhamento da poluição atmosférica colocam a segurança dos pilotos, funcionários e espectadores entre as principais preocupações da organização.

Apesar das condições adversas, a Fórmula 1 mantém integralmente o programa competitivo previsto para Marina Bay.

Comentários (0)

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a participar.

Categoria:Fórmula 1

Sobre o autor

Paulo Massunda

Não perca nenhuma actualização

Receba as principais notícias por email, active alertas no browser ou subscreva o feed RSS.

Ao subscrever, aceita a nossa Política de Privacidade.

Subscrever RSS

Subscreva a nossa Newsletter

Receba as principais notícias de Angola diretamente no seu email. Informação credível, análises aprofundadas e as últimas novidades do país.

Ao subscrever, concorda com a nossa Política de Privacidade. Quer preferências avançadas? Gerir newsletter · RSS