Angola e China reforçam contactos e preparam Fórum de Negócios bilateral
Angola e China analisaram o reforço da cooperação política e económica, com destaque para a preparação de um Fórum de Negócios destinado a aproximar empresas dos dois países.
Foto: DR
Redacção
O ministro das Relações Exteriores, Téte António, recebeu na quarta-feira, 30 de Setembro, em Luanda, o embaixador da China em Angola, Zhang Bin, para analisar o estado das relações bilaterais e identificar novas áreas de cooperação.
Segundo o Jornal de Angola, que reportou o encontro com base em informação do Ministério das Relações Exteriores (MIREX), os dois responsáveis analisaram a agenda de visitas de alto nível e defenderam a intensificação dos contactos entre os diferentes sectores de Angola e da China.
A diplomacia económica esteve entre os principais assuntos discutidos. De acordo com o Jornal de Angola, Téte António e Zhang Bin abordaram a realização do Fórum de Negócios Angola-China, concebido para aproximar os sectores empresariais e identificar novas oportunidades de cooperação e investimento.
O encontro ocorre numa relação bilateral que Angola e China elevaram, em 2024, ao nível de Parceria de Cooperação Estratégica Abrangente. Segundo o MIREX, citado pelo Jornal de Angola, os dois países mantêm cooperação em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional, além de contactos sobre paz, segurança, desenvolvimento e cooperação internacional.
A China ocupa uma posição central nas relações económicas externas de Angola. Dados apresentados anteriormente pelo MIREX indicam que o país asiático é o principal parceiro comercial de Angola, com o petróleo bruto entre os principais produtos exportados para o mercado chinês, enquanto Angola importa sobretudo maquinaria, equipamentos e bens de consumo.
A aposta num fórum empresarial surge num contexto em que Luanda procura diversificar a cooperação económica com Pequim para além das relações comerciais tradicionais. Em Março, o MIREX já tinha destacado a necessidade de aprofundar e diversificar a cooperação nos domínios político-diplomático, económico e comercial, incluindo investimento directo, transferência de conhecimento, energias renováveis e formação técnica.
O novo encontro empresarial poderá, assim, servir como plataforma para a aproximação entre empresas, investidores e instituições dos dois países, numa altura em que Angola procura aumentar o investimento nos sectores não petrolíferos e reforçar a diversificação da economia.
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