Luanda, Angola
Economia

Activos dos fundos de pensões atingem 1,33 biliões de kwanzas em Angola

Os activos geridos pelos fundos de pensões angolanos atingiram 1,33 biliões de kwanzas no primeiro semestre de 2026, mas o acesso continua concentrado nos trabalhadores das grandes empresas.

Activos dos fundos de pensões atingem 1,33 biliões de kwanzas em Angola

Foto: DR

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Paulo Massunda

Colaborador

6 out 2026
5 min de leitura
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O valor foi apresentado pelo administrador executivo da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), Aldemiro Gonçalves, durante a terceira conferência “Fundo de Pensões: Como Massificar a Poupança para a Reforma?”, segundo noticiou o jornal Mercado esta segunda-feira, 5 de Outubro.

No final de 2025, o património do sector situava-se em aproximadamente 1,25 biliões de kwanzas. A subida para 1,33 biliões representa um crescimento próximo de 6% durante os primeiros seis meses deste ano.

A informação relativa à expansão do mercado é consistente com os indicadores do segundo trimestre publicados pela ARSEG, segundo os quais o número de fundos de pensões aumentou de 41, em Junho de 2025, para 46 em igual mês de 2026.

Dos 46 fundos existentes, 35 são fechados e 11 abertos. Os fundos fechados, constituídos para trabalhadores de uma empresa, grupo empresarial ou categoria profissional específica, concentram 96,63% dos activos. Os fundos abertos, aos quais qualquer pessoa pode aderir nos termos do respectivo regulamento, representam apenas 3,37%.

O desequilíbrio indica que a expansão financeira do sector ainda não se traduziu numa massificação da poupança complementar para a reforma. No encerramento de 2025, os fundos abrangiam 68.423 participantes, número que Aldemiro Gonçalves considerou reduzido face à dimensão da população activa angolana.

O responsável da ARSEG afirmou que a poupança complementar para a reforma permanece sobretudo acessível aos trabalhadores das grandes empresas, multinacionais e de algumas instituições públicas. Apenas três entidades gestoras concentram 69% dos participantes do mercado, segundo os dados apresentados na conferência.

A ARSEG prevê que o número de fundos ultrapasse 50 até ao final de 2026. Pelo menos cinco processos estarão concluídos e a aguardar publicação em Diário da República, de acordo com a informação atribuída ao administrador do regulador.

Para os cidadãos, a limitada cobertura significa que a maioria dos trabalhadores continua dependente do regime público de segurança social e da poupança individual. O alargamento dos fundos abertos a profissionais liberais, trabalhadores de pequenas empresas e pessoas por conta própria poderá diversificar as fontes de rendimento na reforma, embora qualquer adesão deva considerar comissões, política de investimento, riscos e condições de resgate.

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